segunda-feira, 21 de março de 2016

Quem não for corrupto, que atire a primeira pedra

Foto: Caroline Secundino Treigher
Estranho como ainda me choco com as notícias de corrupção no governo. Não que isso seja algo que deva ser visto como normal. Não é. Mas, que pena, é frequente. E o pior: frequente não apenas no governo, mas no dia-a-dia, na minha própria vida. Quantas pessoas me perguntaram, por causa da declaração do imposto de renda, se eu vendo recibos?! Perguntaram tanto que comecei a me questionar se vender recibos é uma atividade legal. Mas não é. É corrupção. Sonegar também é.

Obviamente existe uma carga tributária altíssima e injustificável no nosso país, que sobrecarrega especialmente a classe média. E ninguém gosta de pagar o que não vai usar. Eu, pelo menos, não gosto. Pagar a saúde pública, quando sou tão mal servida e preciso recorrer ao plano de saúde. Pagar a educação pública, enquanto vejo escolas e universidades serem sucateadas por administrações pouco comprometidas. Enfim, pagar impostos para não vê-los bem aplicados é mesmo revoltante. E isso até diminui a culpa das pequenas corrupções. Mas, mesmo assim, são corrupções.

Obviamente, não acho certo acomodar-me ao quadro atual, e até posso tentar lutar com a arma já conquistada, mas ainda precária do voto. Porém, enquanto não encontro pessoas em quem votar com confiança, olho para mim, simples cidadã brasileira, e reflito: eu seria 100% confiável? Quem seria? Você seria?

Em casa, quantos fazemos pirataria, usurpando direitos autorais de centenas de artistas?

E se formos ao médico e tivermos algum tipo de amizade em sua clínica ou hospital, quantos não passaremos à frente daqueles que estavam na espera, talvez mais necessitados que nós?

Quem nunca parou sobre uma faixa de pedestres?

Quanto é comum devolver o troco a mais?

Quem nunca inventou uma desculpa para deixar de cumprir uma obrigação?

Quem não colou na escola?

Creio que a maioria nós, em pelo menos uma das “espertezas” acima, já se incluiu. Pelo menos eu e praticamente todas as pessoas que conheço.

Por isso acho que não somos tão diferentes dos nossos políticos. Cada um, no seu circuito particular, tem uma pequena parcela de corrupção. Falta honestidade no mundo, especialmente no Brasil. E não apenas no governo do Brasil, mas na casa dos brasileiros. Nas nossas casas.

Será que podemos mudar essa cultura?

Não quero dizer que não devemos cobrar retidão alheia e fiscalizar nossos representantes, pelo fato de não sermos perfeitos. Podemos e devemos. Não fizermos assim, a desonestidade será bem maior.

Porém, precisamos deixar de hipocrisia e ficar apenas criticando, sem nos sentirmos responsáveis pelo que acontece. De alguma forma nós somos. Mesmo que não tenhamos votado naqueles que estão no poder.
Há uma teoria científica segundo a qual, dentro de um campo, todos os elementos que o sustentam, influenciam-se mutuamente. Ela é a essência do que se chama Holismo. Nós compomos o campo de energia brasileiro e somos todos responsáveis por ele. O campo reflete a disposição dos nossos espíritos. Se queremos um campo em que prevaleça a honestidade, a igualdade, a justiça, a paz, podemos começar a contribuir para que isso aconteça, fazendo a nossa parte. É uma pequena parte, mas como diz o ditado: “De grão em grão a galinha enche o papo.”  De corrupção, o papo da galinha brasileira já encheu.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Participação em Curso sobre Doação de Órgãos

Depoimento gravado para não espíritas, profissionais de saúde,  no "Curso sobre doação de órgãos e tecidos para transplantes". Auditório HRN - Sobral, em Setembro de 2015:

Como espírita, minha família não teve qualquer receio do transplante de coração, ao qual meu pai sujeitou-se. Há alguns confrades que aterrorizam pessoas que necessitam de doação de órgãos, alertando para a possibilidade do Espírito doador ficar apegado ao receptor, causando uma espécie obsessão. Acreditamos que tal argumento, a impedir que se faça um bem, socorrendo um ser humano necessitado, não apenas é frágil, como é falta de caridade.
Se um desencarnado ficar conectado ao órgão que doou, isso não se deve à doação propriamente, mas ao seu apego à matéria, que existiria, mesmo que não tivesse acontecido o transplante. Ele certamente ficaria conectado ao corpo putrefato, sem ter, a seu favor, nem mesmo a bênção de um último gesto de desprendimento, como a doação de órgãos.
Quanto ao receptor, como qualquer pessoa, mesmo a que jamais se submeteu um transplante, terá sua proteção garantida pelo pensamento e a ação no bem, que Jesus denominou "orar e vigiar".

sábado, 26 de setembro de 2015

Cuidados Paliativos Segundo o Espiritismo


Palestra proferida para não espíritas, no II Simpósio Norte-Nordeste de Cuidados Paliativos, da ANCP, nos dias 26 e 27 de junho, em Fortaleza- Ce.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Sobre o cenário político brasileiro e as psicografias apocalípticas

De vez em quando circula na Internet alguma mensagem psicografada atribuída a um famoso desencarnado. Um dia desses li uma suposta comunicação do Espírito Cássia Eller que "vazou" de um centro espírita. E ontem tive a informação de que andou se comunicando o Espírito Tancredo Neves, pelas mãos de um popular médium espírita.
Bem, parece que famoso continua gerando bafafá mesmo depois de morto. Como se diz: "Tal vida, tal morte". Ao que tudo indica, para os que foram alvo da mídia sensacionalista, depois de desencarnados, os médiuns podem fazer as vezes de paparazzi do além.
Sem querer avaliar a autenticidade das mencionadas mensagens, vou discorrer rapidamente a respeito do seu conteúdo. Mesmo que tenham sido inspiradas pelos Espíritos aos quais são atribuídas, isso, por si só, não as torna melhores do que qualquer opinião humana.  Portanto, devem, como qualquer opinião humana, ser submetidas ao crivo da razão e princípios morais. Espíritos são gente e toda gente fala sobre o que quer, cabendo a quem ouve avaliar a qualidade do conteúdo.
O texto atribuído ao Espírito Cássia Eller é igual a todo depoimento de seres desencarnados em momentos de perturbação. Ou seja: não traz qualquer novidade, sobretudo porque o motivo do desencarne da cantora não foi um mistério. Eu, particularmente, acho desnecessária a divulgação dessa psicografia, até porque, se o objetivo é instruir, não falta literatura mediúnica sobre as peripécias da vida após a morte. Só o Espírito André Luiz, pelas mãos de Chico Xavier, deu esclarecimentos de sobra a esse respeito. Além disso, a suposta mensagem de Cássia Eller não prova a sobrevivência do Espírito (pois não há nela subsídios suficientes para provar sua autenticidade), não auxilia à desencarnada, nem acrescenta nada à Doutrina Espírita. É dispensável.
Quanto ao texto atribuído ao Espírito Tancredo Neves, apesar de bem redigido, desconheço se replica o seu estilo quando encarnado. Porém, a despeito de ter sido escrito realmente por ele ou não, sua mensagem não é das melhores.
Trata-se de um texto pouco caridoso, cruel, que não condiz com o propósito dos Espíritos Superiores. Não por possuir conteúdo crítico, mas porque, em vários momentos, refere-se às pessoas no poder (nossos irmãos!) como "quadrilha" ou "bando", expressões irônicas, atualmente em voga. Ironia e intriga política não é característica de boas mensagens.
Verdade que Jesus também pegava pesado quando se referia aos fariseus, chamando-os "sepulcros" ou "víboras". Mas se assim falava, era em resposta a armadilhas que objetivavam o seu descrédito.

No caso da psicografia de que trato, os termos "quadrilha" ou "bando" foram ataques gratuitos, em que o Espírito veio do Além, sem ser chamado, dar uma bofetada nos líderes encarnados, que talvez nunca venham a lê-la.  E para aumentar a tensão do discurso, acrescentou assertivas persecutórias e apocalípticas. No fim, após um único momento em que mencionou a necessidade da prece, causou mais tensão que fé, mais medo que esperança. Para completar, com todo respeito, Tancredo Neves é avô do líder da oposição. Aí eu me pergunto: qual o objetivo da sua mensagem? Captar apoiadores para o neto? Conseguiu.
Se alguém pensa que assim me coloco porque particularmente sou pró-governo, está enganado. Acho nossos governantes atuais extremamente despreparados. O que pontuo é o perigo de se divulgar como espíritas, mensagens que não são espíritas em sua essência. Claro que elas podem ser divulgadas, mas o público deve ser esclarecido de que não representam necessariamente o Espiritismo.
Já dizia Jesus: "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus". O papel do Espiritismo não é gerar medo do Umbral ou fazer propaganda política, mas convidar o homem a uma reforma interior, que resultará na reforma exterior do mundo.
Óbvio que um Espírito pode, como qualquer pessoa, possuir e partilhar uma opinião. Mas há que se ter crivo para divulgar essa opinião associada ao Movimento Espírita.
A população tem que se espiritualizar, sem dúvida. Mas o primeiro passo nesse sentido é cada um se responsabilize por suas escolhas. Não somos tão vítimas das drogas ou do governo quanto gostaríamos. O avanço das drogas são decorrência do nosso despreparo para enfrentar as dificuldades da vida. E a proliferação dos maus governantes também. O governo brasileiro, por exemplo, é um retrato do Brasil: cheio de malandragem. Gente que quer se dar bem, sem fazer o bem.
Posso tentar me vitimizar, dizendo que não votei nos políticos que aí estão. Porém, sou espírita o suficiente para reconhecer que não estou nesse país por acaso. Se reencarnei aqui, onde preponderou essa escolha política, alguma afinidade, ainda que inconsciente, eu tenho com ela. Preciso me libertar dessa afinidade, para que dias melhores venham.

Todos merecem nossas preces, inclusive os representantes equivocados.
Podemos e devemos identificar erros e combatê-los, sem trégua, mas também sem chacotear os que erram.
Porque basta um pouquinho de humildade para que se reconheça: podia ser qualquer um de nós. Não que se deva ser conivente com o erro, mas porque é tempo de separar o joio do trigo. No caso: o que é espírito crítico e construtivo, do que é falta de caridade.



domingo, 28 de junho de 2015

Seminário na FEEC: Muito obrigada!



Registros de um maravilhoso 21 de junho com mais um seminário Espiritualidade, Sexo e Relacionamento, dessa vez no auditório da FEEC - Federação Espírita do Estado do Ceará. Minha gratidão aos trabalhadores que produziram o evento. Para mim, como sempre, uma grande alegria, que agradeço a Jesus!

domingo, 26 de abril de 2015

Para ser religioso, é preciso ser consciente; para seguir uma religião, a rigor, é preciso abdicar da consciência.

Ao curar em dias de sábado, contra os princípios de sua religião, Jesus
colocava a ética acima do dogma.
Sou uma pessoa que aprecia a religiosidade, mas que cada vez menos admira as religiões. Qualquer uma. São, a meu ver, "um mal necessário". Mas que fique claro: não estou falando das propostas morais e comportamentais dos chamados fundadores das religiões. Suas propostas via de regra são um alicerce para a religiosidade. Porém, as religiões, ou seja, as institucionalizações de suas propostas, feitas depois deles, é o que deixa a desejar.
Tem gente que precisa de códigos formais, de normas de comportamento estabelecidas, para se comportar de maneira ética. Então, para estas pessoas, a religião ainda tem o seu papel e a sua importância. Mas acredito e espero que chegue um dia em que não existam mais as instituições religiosas, e que religiosos sejam os nossos corações, as nossas consciências. Ao que me parece, este ainda é um dia muito distante.
Religião é uma palavra derivada do latim religare, que nos remete à ligação ou conexão com Deus. Para essa ligação, o único caminho possível é aquele que Jesus nos ensinou. Buda também ensinou o mesmo caminho, e provavelmente outros ensinaram. Se me refiro a Jesus é porque sou ocidental e aqui no Ocidente, os ensinamentos de Jesus são mais conhecidos e possuem maior influência sobre nossa cultura que quaisquer outros. Bem, o fato é que Jesus nos ensinou que o caminho de conexão com Deus é o AMOR. E ao estabelecer o AMOR como caminho, ele colocou a ética acima da instituição religiosa. Jesus rompeu com a religiosidade subordinada ao rito institucionalizado, quando não lavou as mãos, quando curou aos sábados, quando narrou a parábola do Bom Samaritano, entre outros ensinamentos.
Mas o ser humano, que é essencialmente preguiçoso, não quer ter trabalho. Não quer ficar atento ao próprio comportamento, não quer "orar e vigiar" conforme a recomendação evangélica. Ser ético é trabalhoso, então ele prefere ser fiel a uma religião. Ele quer que lhe digam o que fazer, ele quer, como Adão e Eva, uma serpente para responsabilizar por suas escolhas. Para vivenciar esse papel, nada melhor que as religiões.
Para ser religioso, é preciso ser consciente; para seguir uma religião, a rigor, é preciso abdicar da consciência. O preguiçoso adora. Ele acha que para estar ligado a Deus, basta seguir uma lista de práticas simbólicas, cultos cujo significado pouco lhe importa. Ele acredita que sua fé é responsabilidade da instituição religiosa, que por sua vez não admite o debate nem a dúvida. "Tem que ter fé", dizem os sacerdotes dos mais diversos credos, sendo que fé, para eles, é não questionar.
Há um certo número de espíritas que se comportam assim, mesmo Kardec tendo chamado atenção para o fato de o Espiritismo não ser uma religião propriamente dita. É antes uma Doutrina de consequências religiosas. Exato. Porque se vira religião, deixa de ser Espiritismo. A Religião Espírita que se propala por aí, não é Espiritismo. É alguma outra coisa que pegou emprestado o nome Espiritismo e vem se estabelecendo (ver post passado). O mesmo aconteceu com a Religião Cristã estabelecida, que não é a mesma religiosidade vivida por Jesus.
A vantagem desse fenômeno é que a Religião Cristã, distorcida, trouxe para os dias atuais o verdadeiro Cristianismo. Ela funcionou como um bruto ignorante que protege, com sua força, um tesouro. Detalhe: sua ignorância protege-o de ser roubado e esquecido, até por ele mesmo. Talvez seja isso que está acontecendo com o Espiritismo, graças à Religião Espírita...
Já dizia Herculano Pires que o Espiritismo é vanguarda. Algo para o que nem todos estamos preparados. E Léon Denis aventou que não é a religião do futuro, mas o futuro das religiões. Isso mesmo! Porque no futuro, não haverá religiões, mas um profundo sentimento de religiosidade, que aproximará o homem de Deus, como se propõe na Doutrina Espírita.

sábado, 4 de abril de 2015

Minha religião é uma busca, meu mapa é o Espiritismo

Hoje em dia, quando me digo espírita, levo em consideração o conceito de Espiritismo para Allan Kardec. Em sua obra "O que é o Espiritismo" (1864), ele esclarece que se trata ao mesmo tempo de uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Várias vezes repete não se tratar de uma religião, e quando assim o considera, faz questão de esclarecer que usa para tanto um ponto de vista filosófico. Em "A Revista Espírita" (Vol.11, 1868), é extremamente taxativo a esse respeito:
  
"No sentido filosófico, o Espiritismo é uma religião, e nós nos ufanamos disso, porque ele é a Doutrina que funda os laços da fraternidade e da comunhão de pensamentos, não sobre uma simples convenção, mas sobre as mais sólidas bases: as leis da Natureza. Por que então declaramos que o Espiritismo não é uma religião? Por isso: só temos uma palavra para exprimir duas ideias diferentes e que, na opinião geral, a palavra religião é inseparável da ideia de culto; revela exclusivamente uma ideia de forma e o Espiritismo não é isso".


Demorei muito para entender a preocupação e a tentativa malsucedida do codificador em separar Espiritismo de religião. Simplesmente ele tinha muito apreço pela pesquisa e a investigação. Muitos adeptos do Espiritismo se dizem pesquisadores ainda hoje, entretanto não deixam de citar os textos das obras básicas com a mesma reverência que os pastores usam ante a Bíblia. Acho que os textos kardequianos merecem ser estudados, lembrados e mencionados, mas não como artigos de fé. Não vejo nenhum físico citando Newton como portador de uma verdade eterna, cuja superação significaria o fim da Física. Graças a essa postura científica e não dogmática, chegamos à teoria quântica. Pois bem, fazem isso com Kardec, e ouso pensar que o antigo discípulo de Pestalozzi detestaria isso.
A transformação do Espiritismo numa religião engessa a doutrina. Não que o aspecto religioso seja mau, seja menos importante, nada disso! Mas é aspecto, é parte, não todo o Espiritismo! Pelo menos não deveria ser. A religiosidade espírita se revela nas consequências que sua filosofia promove nas vidas das pessoas. Também no caráter de revelação, facultado pela origem "transcendente" do conteúdo doutrinário. É sobretudo para que as citadas consequências aconteçam que os Espíritos se comunicam, uma vez que o grande objetivo da encarnação é o desenvolvimento do Ser. Então, não há sentido em desvalorizar o aspecto religioso espírita.
Mas falar de um aspecto religioso e de uma religião é diferente. Quando o Espiritismo se torna religião, já não temos mais obras fundamentais, temos "o Pentateuco Kardequiano", não temos mais os centros de estudos espíritas, mas "o Templo Espírita", nem se fala mais na faculdade mediúnica, mas no "Sagrado Ministério da Mediunidade", e por aí vai. E ai de quem ousa questionar tais dogmas (pois quando cristalizaram, tornaram-se dogmas)! "Está obsediado!" Voltamos à Era Medieval, e praticamente excomunga-se o reacionário espírita como um novo tipo de endemoninhado.
Vou aos Congressos Espíritas e revejo os mesmos temas, sempre. Tudo bem que nunca é demais falar dos fundamentos doutrinários, mas quase não se debate (não nos Templos Espíritas) a transcomunicação instrumental, a regressão a vidas passadas, a realidade multidimensional etc. Às vezes me pergunto se Kardec estivesse ainda encarnado, será que ele não se entusiasmaria e não investigaria todos esses novos dados da ciência, que comprovam os comunicados dos espíritos? Ou será que ele ficaria, carola, repetindo quase fanaticamente, como alguns dos seus defensores na atualidade: "Isso não é Espiritismo!", mais preocupado em savalguardar suas obras que a verdade?!
Sei não, sei não. Eu quero ser espírita como o foi o codificador. Espírita de mente aberta, de alma questionadora, de propensão investigativa. E, especialmente, por trás disso tudo, congruente com a doutrina, empenhada no desenvolvimento moral, incansável na busca do amor divino! Isso é o que tento, e quando questionada a respeito de qual é minha religião, digo: "Minha religião é uma busca, meu mapa é o Espiritismo."